PMEs portuguesas investem pouco em cibersegurança, diz Check Point

PMEs portuguesas investem pouco em cibersegurança, diz Check Point

Ainda existe uma grande lacuna de investimentos em cibersegurança entre as grandes e as microempresas. A Check Point acredita que esta paradigma está a alterar-se e quer ser um agente ativo dessa mudança através da formação das organizações. A empresa apoia-se num portfólio end-to-end de soluções e no Canal para o conseguir.

A cibersegurança entrou no quotidiano e no léxico corporativo no final da década de 80 do século passado, com as primeiras soluções de antivírus, que procuravam debelar ataques maliciosos que aconteciam através de uma propagação lenta e física, através de floppy disks máquina a máquina, potenciando a criação dos produtos de software antivírus.

Nesta primeira geração de ataques não se conseguia sonhar com o desenvolvimento exponencial que este tipo de atividade teve ao longo dos anos.

Em 1994, a Check Point Software, apresentou no mercado a sua primeira solução de firewall, a qual monitorizava cada pacote de dados no seu contexto de envio para bloquear qualquer tentativa de tráfego malicioso. Com esta solução iniciava-se a segunda grande geração de cibersegurança, onde as empresas começavam a dar os seus primeiros passos na internet e na utilização de ferramentas digitais de comunicação.

Neste contexto a conjugação de software de antivírus com uma solução de firewall apoiava a proteção das empresas nesta nova fase de integração das suas redes e sistemas de informação à Internet.

 

25 anos de crescimento

De acordo com Rui Duro, sales manager da Check Point Software em Portugal, desde então que a empresa tem vindo a “manter um percurso de crescimento sustentado, onde a forte implementação nas grandes organizações portuguesas com ambientes corporativos complexos tem sido natural”.

Esta tendência, que se manteve em 2018, veio reforçar o posicionamento da empresa em Portugal, que afirma que a sustentação dos seus resultados provém “da implementação de novos projetos em diversos setores de atividade, bem como na manutenção de uma elevada qualidade de serviços e de implementação de projetos”, realizados em conjunto com a sua rede de Parceiros.

 

Investimentos em cibersegurança alocados às grandes empresas

Para a Check Point, ainda são as grandes empresas as que encaram a cibersegurança com maior seriedade.

“Encontram-se num estado de maturidade elevado, estando a par das mais recentes evoluções de segurança”, refere Rui Duro. No que às Micro, Pequenas e Médias Empresas diz respeito, os investimentos com a segurança da informação ainda estão bastante aquém.

Numa análise realizada ao tecido empresarial português, a Check Point depara-se com um estado ainda muito imaturo de proteção das mesmas.

Segundo Rui Duro, a maioria das empresas ainda confiam a sua segurança em “pacotes de software de antivírus e firewalls” – um nível de proteção claramente insuficiente dada a evolução que os ciberataques têm sofrido nos últimos anos.

A Check Point acredita, porém, que este paradigma tenderá a inverter-se. “As empresas, com o tempo e a evangelização que vai sendo executada ao mercado, estão a começar a perceber, timidamente, que é importante apostar em soluções de segurança mais robustas”, observa o sales manager.

Esta é uma missão que tem sido levada a cabo pela empresa de soluções de segurança junto dos seus clientes, através de ações de formação e da disponibilização de produtos “cada vez mais abrangentes e compreensivas que permitam às empresas optarem por uma solução de segurança ajustada às suas realidades e com os níveis de complexidade e robustez necessárias para precaver ciberameaças desde o dia zero”.

Segurança começa antes dos ataques

Para Rui Duro, a noção de que os ciberataques acontecem de uma forma simples e básica, “deixou de fazer sentido”.

“Atualmente vivemos num ambiente hostil onde os ataques são cada vez mais sofisticados, planeados de larga escala e são multivetoriais, onde todos os potenciais pontos de acesso e de entrada numa empresa são avaliados, testados e usados pelos cibercriminosos, mesmo aqueles que não nos lembramos logo à partida podem ser portas de entrada, como é o caso de máquinas de fax”.

É por isso fundamental que as empresas comecem a proteger todo o seu ecossistema empresarial com soluções multicamada e adotem políticas de segurança “proativas” focadas no “pré-ataque”.

No próximo ano, a Check Point alerta as empresas para a necessidade de estas se preocuparem em assegurar “as boas práticas de segurança internas”, assegurando paralelamente os seus perímetros tecnológicos “cada vez mais díspares”, aponta Rui Duro.

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